Por que eu pago pra ser finalizado 3x por semana??

Hoje eu pago porque sou faixa-preta. Significa que aprendi e sou bom de certo modo, né? Mas por que diabos eu comecei isso lá atrás?

Tudo Começou Com Arnold, Van Damme e Stallone!!

Na verdade, cresci assistindo filmes de ação desses caras. Não que eles mostrassem jiu-jitsu — era mais aquela vibe de tiro, porrada e bomba pra todo lado.

Das três opções (tiro, porrada, bomba), achei que a porrada era a mais próxima da realidade pra mim. Então comecei no **Muay Thai** quando entrei na faculdade, ali por 2005-2006.

O Amigo Chato Que Mudou Tudo

Na faculdade conheci um cara que virou meu amigo e começou a treinar jiu-jitsu numa **garagem de padaria** (sim, você leu certo).

A gente vivia se bicando:

– Eu falando que Muay Thai era melhor

– Ele falando do jiu-jitsu

Até o dia que fui treinar com ele uma vez.

A Primeira Vez No Tatame

Mesmo sem técnica nenhuma, consegui aguentar o tranco. Não fui finalizado. E enxerguei um pouco da estratégia que tinha ali — tipo xadrez físico. Resolvi começar a praticar. E larguei o Muay Thai.

A Jornada Intermitente

Achei uma academia que tinha aula das **23h às 00h** (depois da faculdade). Nem lembro que equipe era — eu ainda não conhecia esse universo.

Treinei uns 4 meses. Parei.

Meu amigo me chamou pra treinar numa **academia famosa**que tinha na cidade (equipe de renome). O professor ia dar “aula particular” pra gente depois da faculdade. Por um tempo funcionou. Até que volta e meia ficávamos sem treino porque **o professor tinha ido pra balada.** Parei de novo!!

Vários Anos Depois: Boxe

Comecei no boxe. Treinei um ano.

Meu professor de boxe queria se aventurar no MMA (estava em alta na época). Começamos uns “rolas” aos sábados de manhã. Foi juntando gente. Kimono, no-gi, submission…

Um **faixa marrom** viu que o horário estava dando movimento e resolveu colocar aula de jiu-jitsu oficialmente.

Boa parte da galera ficou. Inclusive eu.

E aí de fato comecei a aprender sobre equipes, campeonatos, etc.

Do Primeiro Grau à Faixa Preta

Desde meu primeiro grau na faixa branca até minha faixa preta, foram com esse professor.

Que inclusive hoje **é meu padrinho de casamento.**

Algumas lesões aqui, outras acolá (vou falar disso em outro post).

Por Que Continuo?

Porque jiu-jitsu virou parte de quem eu sou.

Não sou competidor.

Sou um cara normal, com trabalho, família, sem foco em campeonatos.

Mas é no tatame que eu desestresso, desafio meu corpo e mente, e mantenho amizades de verdade.

**E é isso que quero compartilhar aqui** — a perspectiva de quem vive o jiu-jitsu sem glamour, mas com verdade.


**Você treina ou já treinou? Conta sua história nos comentários!**

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